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SENTIDO DO SER - EXPERIENCIA DO UM: DIVERSIDADE E MISTÉRIO EM MEIO À NADIFICAÇÃO DO MUNDO

GUY VAN DE BEUQUE

Tese
Autor
GUY VAN DE BEUQUE
Orientador(a)
GILVAN LUIZ FOGEL
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2000
2000GUY VAN DE BEUQUE. SENTIDO DO SER - EXPERIENCIA DO UM: DIVERSIDADE E MISTÉRIO EM MEIO À NADIFICAÇÃO DO MUNDO. 2000. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): GILVAN LUIZ FOGEL.3

Esta tese é um caminho de escuta do sentido do ser numa época de extrema coisificação do mundo pelo controle da técnica. A escuta do ser se dá através de uma experiência originária daquilo que é primeiramente encoberto pela nadificação unificante: o fenômeno do ente. Trata-se do redescobrimento do um, na singularidade da sua diversificação. Uma meditação diante do brotar de cada coisa, um maravilhamento diante do aparecimento do mundo ao pensamento. A questão do aparecimento do sentido e do sentido do aparecimento, do real e de sua realização, do Um e do Diverso, está no cerne da filosofia. Está no cerne como preocupação de sua investigação, mas no cerne, também, como o coração, que irrigando-a, possibilita a própria filosofia pulsar como filosofia. Para o pensamento originário, a questão do um e da diversidade, do sentido e de sua natureza, se coloca como uma escuta do Ser. A questão do ser é desenvolvida na tese em suas duas perspectivas de realização: o brotar (physis) e o sentido (lógos). A unidade diversificante do fenômeno aparece, justamente com a amarração em brotamento dessas duas determinações originárias do ser. (Antes de mais nada) será, no entanto, necessário situar nossa decisão de retomada da investigação pelo sentido do ser. A questão do ser é, em sua universalidade, sempre histórica. A história não constitui um mero fundo para a questão mas o próprio modo em que ela se temporaliza, atualizando a cada vez a retomada de um mesmo princípio de interrogação. Na dor do tempo atual que nos toca pensar, essa meditação é vivida na presença avassaladora e radical de sua ausência. Antes de mais nada o que hoje nos cerca e absorve é o nada. E é desse lugar radical adequadamente originário, que a questão do ser deve ser colocada.