‘SER LEVE E SER LÍQUIDO’: A “MODERNIDADE LÍQUIDA” NO PENSAMENTO DE ZYGMUNT BAUMAN
Marcio Bogaz Trevizan, Cesar Augusto Veras, Pedro Pereira Borges, Pedro Henrique Soares dos Santos
- Autor
- Marcio Bogaz Trevizan, Cesar Augusto Veras, Pedro Pereira Borges, Pedro Henrique Soares dos Santos
- Revista
- Synesis (ISSN 1984-6754)
- Edição
- 15 / 3
- Ano
- 2023
- Páginas
- 32-47
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como objetivo elucidar, ainda que de forma preliminar, o conceito de liquidez em Zygmunt Bauman e seus reflexos na sociedade. Como método será utilizado o dedutivo-indutivo. Quanto à metodologia, esta será de caráter bibliográfico. Este estudo vai de encontro ao que o sociólogo Zygmunt Bauman (1925-2017), em seus textos, postula que a Modernidade pode ser dividida em duas fases: a Modernidade Sólida e a Modernidade Líquida. A primeira iniciou-se no século XV e perdurou até o século XIX; a segunda teve início no século XX e se estende até os tempos atuais. Para descrever a sociedade moderna a partir do final do século XX, Bauman utiliza-se da metáfora da ‘liquidez’, tendo como objetivo apontar que o mundo contemporâneo atravessa um período de incertezas, efemeridades e instabilidades. Segundo Bauman, o ideal moderno cunhado entre os séculos XV e XIX postularam o primado da razão e da autonomia do homem capitalista e tais pressupostos conduziram a sociedade à modernidade líquida. Nessa “contemporaneidade” liquida, nada é duradouro, tudo é volátil, efêmero; o consumo é o parâmetro social, seja do indivíduo, da família, do Estado e da religião.
