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Serras da desordem, imagens de descrença

Heverton da Silva Guedes

Autor
Heverton da Silva Guedes
Revista
Perspectivas
Edição
10 / 1
Ano
2025
DOI
10.20873-rpv10n1-29
Páginas
59-77
Idioma
pt
2025Heverton da Silva Guedes. Serras da desordem, imagens de descrença. Perspectivas, v. 10, n. 1, p. 59-77, 2025.1

Caminhando com Carapiru, sobrevivente errante do massacre de sua gente, passando por matas em chamas, álbuns de fotografia e programas de TV, perguntamos: o que pode a imagem diante de um mundo destruído? Descobrimos, com Serras da desordem (2006), de Andrea Tonacci, que a imagem pode muito: pode, sobretudo, libertar-se da pretensão de apreender “o real” para aprender mais sobre si e, assim, ser seu próprio mundo. Desconfiamos, por isso mesmo, que essas são imagens de descrença: elas nos põem em dúvida diante daquilo que assistimos para que melhor atentemos ao que está em seu íntimo: imaginação e narrativa, fabulação e deriva.