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SILÊNCIO E SOLIDÃO: ALGUMAS QUESTÕES SOBRE FILOSOFIA MORAL EM HANNAH ARENDT

Indi Nara Corrêa Fernandes

Autor
Indi Nara Corrêa Fernandes
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
8 / 15
Ano
2021
DOI
10.26512/pl.v8i15.23877
Páginas
149 - 162
Idioma
pt
2021Indi Nara Corrêa Fernandes. SILÊNCIO E SOLIDÃO: ALGUMAS QUESTÕES SOBRE FILOSOFIA MORAL EM HANNAH ARENDT. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 8, n. 15, p. 149 - 162, 2021.2

Os ensaios e aulas de Hannah Arendt reunidos na obra Responsabilidade e julgamento são o fio condutor deste artigo, que pretende abordar algumas questões morais retomadas pela autora após a publicação de Eichmann em Jerusalém ”“ Um relato sobre a banalidade do mal, tendo como foco investigativo a relação do ser humano consigo mesmo, ou seja, a relação silenciosa característica do sujeito que pensa. A autora apresenta a tese segundo a qual, mesmo com a ausência de outros, o sujeito não se encontra totalmente sozinho, ou seja, compartilha de si mesmo. Levando essa premissa em consideração, Arendt afirma que o maior mal, tratado em sua obra Eichmann em Jerusalém, é cometido por aquele que se recusa a pensar, ou melhor, por aquele que não se reconhece mais como seu próprio interlocutor, abandonando a si mesmo e deixando de se constituir como alguém.