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Simpatia e ética do cuidado

Rebeca Gurgel Louzada

Autor
Rebeca Gurgel Louzada
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
24
Ano
2025
DOI
10.5007/1677-2954.2025.e98331
Páginas
01-21
Idioma
pt
2025Rebeca Gurgel Louzada. Simpatia e ética do cuidado. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 24, p. 01-21, 2025.4

Este artigo procura reconstruir duas posições sobre a simpatia: de um lado, a de David Hume no iluminismo escocês do século XVIII, e, de outro, a de Michael Slote, inserido na ética do cuidado e em nosso século. Primeiramente, buscaremos apresentar a posição humeana, e as críticas que lhe foram dirigidas ainda em sua época, e como ele as respondeu na Investigação sobre os Princípios da Moral (1751), ao recorrer ao princípio de humanidade. Em um segundo momento, apresentaremos a posição de Slote, que vê Hume como o grande predecessor da ética do cuidado e a simpatia (ou, atualmente, a empatia) como o cimento da moral, e defende o movimento chamado de empatia com a empatia. Por fim, utilizando a crítica de Annette Baier, defenderemos que a teoria da empatia de Slote não dá conta de responder a alguns problemas éticos atuais.