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Soberania e poder nos reinos de Kent e Nortúmbria na Brittania da Antiguidade Tardia

Nathany Andrea Wagenheimer Belmaia

Autor
Nathany Andrea Wagenheimer Belmaia
Revista
Antíteses
Edição
12 / 23
Ano
2019
DOI
10.5433/1984-3356.2019v12n23p728
Páginas
728-757
Idioma
pt
2019Nathany Andrea Wagenheimer Belmaia. Soberania e poder nos reinos de Kent e Nortúmbria na Brittania da Antiguidade Tardia. Antíteses, v. 12, n. 23, p. 728-757, 2019.2

Os reinos de Kent e da Nortúmbria, que se localizaram respectivamente no sul e norte da Brittania do século VII, desempenharam um importante papel nesse período. Enquanto o primeiro se distinguia pela sua posição geográfica e as vantagens comerciais que isso propiciava, sobretudo por meio das trocas com os francos, o segundo se destacava predominantemente pelo seu poderio militar e reis que conseguiram estabelecer alianças diversas e expandir grandemente o seu território. Historia Ecclesiastica Gentis Anglorum, escrita pelo monge Beda no século VIII, menciona sete governantes que foram soberanos na Britannia, dentre os quais, um era de Kent, o rei Æthelberht (591–616), e três eram dos reinos que posteriormente se uniram para formar a Nortúmbria, Edwin de Deira (627–32), Oswald da Bernícia (633–41) e Oswiu da Nortúmbria (641–58). À luz das discussões sobre soberania e auctoritas, o objetivo desse trabalho é analisar o contexto histórico-político dos reinos de Kent e da Nortúmbria em um espaço de sessenta anos (ca. 600 – 660), apontar as principais relações de poder, sucessões políticas e demais relações relevantes desse ínterim, a fim de examinar o conceito de soberania para essas localidades.