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SOBRE A ANGÚSTIA EM HEIDEGGER: da perspectiva existencial à ontológica

Mariana Marcelino Silva Alvares

Autor
Mariana Marcelino Silva Alvares
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
8 / 15
Ano
2021
DOI
10.26512/pl.v8i15.23771
Páginas
60 - 75
Idioma
pt
2021Mariana Marcelino Silva Alvares. SOBRE A ANGÚSTIA EM HEIDEGGER: da perspectiva existencial à ontológica. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 8, n. 15, p. 60 - 75, 2021.1

No presente trabalho propomos apresentar o modo como Heidegger trata o conceito de angústia em sua aula inaugural Que é Metafísica?, enfatizando a relação entre o despertar da angústia e a revelação do ser. Ao mesmo tempo, propomos confrontar o tratamento do conceito de angústia na preleção e aquele que Heidegger dá ao conceito em Ser e Tempo. Com efeito, em sua preleção Heidegger apresenta a angústia como uma manifestação do nada, na qual ocorre a revelação do ente enquanto tal para o ser-aí. Por outro lado, no § 40 de Ser e Tempo Heidegger apresenta a angústia como a disposição que retira o ser-aí da decadência e o singulariza, ou seja, o coloca diante de si mesmo. Com isso, mostraremos os desdobramentos do conceito de angústia, desde a abordagem mais existencial do tratado maior até a perspectiva mais ontológica da preleção.