SOBRE A APLICAÇÃO DOS MODOS DE APRESENTAÇÃO NA EPISTEMOLOGIA DO KNOW-HOW: UMA DEFESA
Victor Angelucci de Moura Sousa
- Autor
- Victor Angelucci de Moura Sousa
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 17 / 42
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2025.v17n42.p353-374
- Páginas
- 360-381
- Idioma
- pt
Com a publicação do seminal Knowing How, Stanley e Williamson reanimaram o debate acerca do conhecimento prático. Central para seu projeto intelectualista é uma aplicação da noção de modos de apresentação práticos (MAPs). O objetivo do presente artigo é argumentar em defesa desta aplicação. Para isso, na primeira seção vamos brevemente introduzir o papel dos modos práticos na epistemologia intelectualista. Logo após, apelaremos para a literatura neofregeana que, principalmente a partir de Evans, define modos de forma relacional. A ideia é entender o que são modos de apresentação. Com isso em mãos, apresentaremos as críticas articuladas por Glick, que buscaram minar a aplicação dos MAPs. Em suma, para Glick, não é possível definir os MAPs da mesma forma que modos bona fide. Buscaremos mostrar como o método argumentativo de Glick invalida aplicações canônicas da noção de sentido (em contextos opacos e nas identidades informativas). A solução, para definir MAPs, é apelar para mais teoria. Na quarta seção, apresentaremos o modelo de sentidos práticos de Pavese e uma de suas instâncias, a saber, os comandos motores da psicologia sensório-motora. Por fim, concluiremos o argumento em defesa da aplicação.
