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Sobre a astúcia em O Príncipe de Maquiavel

José Antônio Martins

Autor
José Antônio Martins
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
48 / 02
Ano
2025
DOI
10.1590/0101-3173.2025.v48.n2.e025007
Páginas
e025007
Idioma
pt
2025José Antônio Martins. Sobre a astúcia em O Príncipe de Maquiavel. Trans/Form/Ação, v. 48, n. 02, p. e025007, 2025.2

Há uma dificuldade teórica na economia do argumento de O Príncipe, notadamente no capítulo IX, quando trata da astúcia afortunada necessária ao príncipe novo. No período que abre esse capítulo central na economia da obra, temos a mobilização de noções fundamentais do pensamento político maquiaveliano, como virtù, fortuna, cidadão particular e, também, a astúcia figura como atributo importante. Ora, sobre a astúcia afortunada, Maquiavel pouco disserta, ao contrário, ela não recebe uma atenção expositiva, a despeito de sua relevância no rol das qualidades políticas necessárias ao príncipe, donde a questão em como pensar a astúcia afortunada do príncipe novo. A fim de se entender melhor esse conceito maquiaveliano, pretende-se aproximá-lo, primeiramente, à métis grega, o que permite compreender melhor o que seja essa qualidade que se requer do príncipe novo. Em seguida, a partir da economia argumentativa da obra, extrair uma compreensão dessa qualidade política.