- Autor
- Silvio Ricardo Gomes Carneiro
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 1 / 18
- Ano
- 2011
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v1i18p179-196
- Páginas
- 179-196
- Idioma
- pt
A partir de uma Weltanschauung que envolve o conceito de vida, Hitler organizaria um dos capítulos centrais de sua obra autobiográfica Minha Luta, “Povo e Raça”. Seriam entre as formas de vida que se organizam os três grupos humanos – a saber, os fundadores, os depositários e os destruidores de cultura – que coabitam em competição pelo território do espaço vital. Em meio às interpretações de Hitler, surge então uma economia vitalista, pela qual justifica tanto o Estado quanto a Guerra totais. Diante deste cenário, surgem críticas como as de Marcuse, cujos esforços procuram enfrentar a usurpação de conceitos como vida, natureza e racionalidade pelo mito nazista das raças e dos povos. Neste campo, Marcuse encontra a psicanálise. Para alguns, tal encontro seria um retorno a um certo naturalismo distante das exigências críticas do período; contudo, é possível insistir que tal recurso a Freud evidencia uma crítica direta à economia vitalista que se arma a partir da Weltanschauung totalitarista.
