SOBRE A FRAGILIDADE DA EXISTÊNCIA HUMANA NAS CONFISSÕES, XI
Lúcio Souza Lobo, João Pedro da Luz Neto
- Autor
- Lúcio Souza Lobo, João Pedro da Luz Neto
- Revista
- Basilíade - Revista de Filosofia
- Edição
- 3 / 5
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.35357/2596-092X.v3n5p105-115/2021
- Páginas
- 105-115
- Idioma
- pt
Questionando a respeito dos motivos que levaram Agostinho a tratar do tempo, tema frequentemente associado à metafísica e cosmologia, em sua obra Confissões, cujo caráter é autobiográfico, aventamos a hipótese de que o tema pertença ao projeto unitário da obra, cujas chaves de leitura seriam 1) a finalidade da vida humana e 2) a distinção entre Deus e as criaturas. Ao analisar a argumentação agostiniana, percebe-se que é possível inserir o debate em questão no âmbito geral da narrativa desta obra em específico. Percebe-se, ainda, que a partir desta ótica a abordagem psicológica não está necessariamente ligada à uma compreensão do tempo sob um aspecto meramente subjetivista, uma vez que a preocupação central da discussão não é com o aspecto metafísico/cosmológico e sim com a análise interior.
