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Sobre a prova da existência de Deus em Benedictus Spinoza

Íris Fátima da Silva

Autor
Íris Fátima da Silva
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
3 / 5
Ano
2009
Páginas
51-54
Idioma
pt
2009Íris Fátima da Silva. Sobre a prova da existência de Deus em Benedictus Spinoza. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 3, n. 5, p. 51-54, 2009.1

O presente texto se propõe a examinar a prova da existência de Deus em Baruch Benedictus Spinoza indagando a partir da definição de “causa sui” onde Spinoza concebe a natureza como existente, uma existência que está contida na essência. Na ontologia do jovem filósofo a causa sui é idêntica a concepção finita, não há diferenças no âmbito qualitativo. Para Spinoza, Deus é imanente – o entendimento divino (conhece e entende tudo). Não obstante, para Spinoza é significativo a diferença entre qualitativo e quantitativo, ou seja, o entendimento humano tem um alcance limitado, é finito. Todavia o entendimento divino é infinito, a diferença dar-se em termos quantitativo. Isto significa dizer que a causa sui ou a prova da existência de Deus estão intrinsecamente ligadas, se considerarmos que só o ser infinito tem em si a propriedade de ser causa sui, ou seja, só a própria “causa de si” pode provar a existência divina, apena a causa sui diz que algo é a causa de si mesmo sem haver definido antes o que significa este algo, se ele existe por si, somente a propriedade de ser causa sui prova a sua existência.