- Autor
- Érico Andrade
- Revista
- Perspectivas
- Edição
- 11 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.20873/rpv11n1-51
- Páginas
- 1-17
- Idioma
- pt
O objetivo do meu artigo consiste, por um lado, em propor uma espécie de austeridade conceitual em relação à interpretação dos sonhos de Freud, no intuito de evitar que a psicanálise esteja sujeita a algumas das críticas de neurociência. Por outro, tenciono mostrar que uma estratégia promissora, pelo menos do ponto de vista da clínica psicanalítica, quanto à compreensão dos sonhos é recuperar no seu caráter desordenado possibilidades de construção de narrativas alternativas àquelas que foram cristalizados fantasmaticamente como única imagem de nós mesmos. Assim, tenciono concluir que para a clínica a natureza dos sonhos, a sua dinâmica e seu posterior esquecimento, é menos importante do que o leque de possibilidades narrativas que ele nos abre pelo seu próprio caráter desordenado.
