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Sobre o riso em Aristóteles

Juliana Peixoto

Autor
Juliana Peixoto
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
12
Ano
2015
DOI
10.36517/Argumentos.6.12.19067
Idioma
pt
2015Juliana Peixoto. Sobre o riso em Aristóteles. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 12, 2015.1

Interessa-me, nesse estudo inicial, examinar o lugar que ocupa o riso na obra de Aristóteles. Há poucas ocorrências no corpus aristotelicum do termo gélôs (riso), bem como das suas formas adjetivadas e verbais. Passo, portanto, rapidamente por algumas considerações presentes nas obras de biologia, pela Poetica e detenho-me sobretudo em Ethica Nicomachea. Apesar da ausência de uma investigação empreendida pelo próprio Estagirita do tema em questão, bastante conhecida é a afirmação aristotélica de que o único animal que ri é o humano (cf. De partibus animalium 673a9). Somente essa asserção parece-me tornar relevante um exame mais cuidadoso dessa noção, visto que se o riso na concepção do filósofo não define o humano, certamente é algo próprio do humano que possibilita o riso.