Solidão e razão: do solipsismo à estrutura relacional do saber em Lévinas
Marcos Alexandre Alves
- Autor
- Marcos Alexandre Alves
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 9 / 2
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.18012/arf.v8i3.60479
- Páginas
- p.121-130
- Idioma
- pt
O artigo examina a compreensão levinasiana acerca das categorias filosóficas de solidão e de razão. Objetiva mostrar que, tradicionalmente, a solidão e a razão sempre foram consideradas a partir de uma dialética do ser. A solidão revelou-se aos entes como uma prisão, uma impossibilidade sair de si mesma e foi descrita como uma aspiração ao saber, enquanto transcendência no interior da própria imanência, que conduz para aquilo que lhe falta. Sustenta-se que, em Levinas, o filosofar não envolve uma aspiração que corresponde à redução do Outro ao Mesmo e que a solidão não será rompida mediante o conhecimento, ajustamento do exterior ao interior, enquanto obra da razão solipsista. Portanto, na fenomenologia levinasiana, vislumbra-se uma possibilidade de ruptura como a razão solipsista, que agora será descrita como uma estrutura relacional, em que o saber implica um trabalho coletivo e aberto, cujo desejo visa superar horizontes e buscar o novo mediante a relação com o Outro.
