Artigo
Ver fonte original- Autor
- Jelson Oliveira
- Revista
- Discurso
- Edição
- 56 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.11606/issn.2318-8863.discurso.2026.251106
- Páginas
- 117-134
- Idioma
- pt-BR
2026Jelson Oliveira. Solidões e reverências: dádiva e amizade no Zaratustra de Nietzsche. Discurso, v. 56, n. 1, p. 117-134, 2026.4
No presente artigo analisaremos o conceito de criação como presente/dádiva a partir de Assim falou Zaratustra, de Nietzsche. Objetiva-se demonstrar que a solidão é o ato criador e que a criação, sendo ato solitário, tem como produto uma dádiva que, sendo ofertada, cria um tipo especial de vínculo que o filósofo classificará como um grande amor, cuja expressão final será a ideia de amizade como Mitfreude. Demonstraremos, por isso, como a oferta do presente implica uma vinculação com a tarefa autoafirmativa de “fidelidade à terra” e a si mesmo que inverte as antigas premissas da moral da compaixão para expressar a alegria como critério festivo que expressa a tarefa imposta pelo presente: a superação do homem e a conquista do Übermensh.
Palavras-chave:
