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Spinoza, a Educação e seus Limites: da aprendizagem ao exercício da docência curativa

Karine Vieira Miranda, Daniela Ribeiro Alves

Autor
Karine Vieira Miranda, Daniela Ribeiro Alves
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
17 / 28
Ano
2026
DOI
10.52521/conatus.v17i28.16241
Páginas
75-79
Idioma
pt
2026Karine Vieira Miranda, Daniela Ribeiro Alves. Spinoza, a Educação e seus Limites: da aprendizagem ao exercício da docência curativa. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 17, n. 28, p. 75-79, 2026.1

O presente texto trata do filósofo seiscentista holandês Benedictus de Spinoza (1632-1677), sob uma perspectiva educacional. Nosso objetivo é explorar o lugar do ensino em sua filosofia, acompanhando sua jornada de discente a docente, de aprendiz a mestre. O texto destaca o pioneirismo desse viés pedagógico spinozano na obra Spinoza como Educador, de William Louis Rabenort. A análise se aprofunda nos limites da docência para Spinoza, examinando sua recusa em lecionar na Universidade de Heidelberg e suas interações com correspondentes como Johannes Casearius, Willem van Blyenbergh e Albert Burgh, sendo as correspondências de Spinoza vistas como um importante instrumento didático. Por fim, o texto apresenta a filosofia spinozana como um projeto pedagógico e curativo, focado na "emenda do intelecto" e na "cura da mente" por meio da razão.