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Spinoza, a Razão e a Filosofia

Maurício de Albuquerque Rocha

Tese
Autor
Maurício de Albuquerque Rocha
Orientador(a)
Sérgio Luiz de Castilho Fernandes
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
1998
1998Maurício de Albuquerque Rocha. Spinoza, a Razão e a Filosofia. 1998. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Sérgio Luiz de Castilho Fernandes.2

Spinoza (1632-1677) opõe a ação à paixão, e não à razão, pois as formas daquilo que nomeamos de """"razão"""" podem derivar de abstrações imaginativas acompanhadas de um cortejo de paixões tristes. Definindo a mente como idéia de uma coisa singualr existente em ato, isto é, de um corpo atualmente existente, o filósofo polidor de lentes introduz algo completamente anômalo e original na história do pensamento. Enraizando a razão naquilo que ocorre ao corpo (as afecções), nas propriedades comuns dos corpos compreendidas no interior das percepções imaginativas e das sensações, a razão se realiza pela ação que os corpos exercem uns sobre os outros, por meio dessas propriedades comuns, extraindo da imaginação suas condições de possibilidade. Ao preencher a razão de materialidade, ancorando-a no real, Spinoza nos força necessariamente a pensar de outro modo a história (o poder), a história da filosofia (os relatos e os saberes) e, com essa perspectiva, o que pode ser a """"filosofia"""", agora transformada.