Artigo
Ver fonte original- Autor
- Cesar Augusto Ramos
- Revista
- Revista de Filosofia Aurora
- Edição
- 26 / 38
- Ano
- 2014
- DOI
- 10.7213/aurora.26.038.AO.06
- Páginas
- 361-373
- Idioma
- pt
2014Cesar Augusto Ramos. STIRNER E A LIBERDADE COMO RADICAL AUTORREFERENCIALIDADE. Revista de Filosofia Aurora, v. 26, n. 38, p. 361-373, 2014.1
Pretendemos desenvolver a tese, segundo a qual Stirner propõe uma concepção de liberdade como radical autorreferencialidade do estar junto a si, que se traduz numa posse de si mesmo. A despeito da crítica a Hegel, esse sentido de liberdade aproxima-se do conceito hegeliano de liberdade, mas de modo unilateral, abandonando o correlato da intersubjetividade na concepção de Hegel. Para Stirner, o egoísmo é decorrência daquilo que se tem de mais próprio: o eu. Somente assim o indivíduo chega ser ele mesmo e reconhece essa sua condição como única — aquilo que lhe é próprio —, recusando qualquer outra determinação que se impõe acima dele mesmo, como uma impostura, um espectro que rouba sua própria identidade e, consequentemente, sua liberdade.
