- Autor
- Lara Pimentel Figueira Anastacio
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 7 / 2
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.26512/rfmc.v7i2.23115
- Páginas
- 327-344
- Idioma
- pt
O artigo pretende mostrar que a noção foucaultiana de “subjetividade”, que aparece principalmente em suas genealogias da década de 80 dedicadas à s técnicas de si na antiguidade, também compõe uma crítica da razão governamental ao interpretar os modos de subjetivação dos antigos como modelo de governo de si. Após abordamos a questão em O uso dos prazeres, analisaremos o exemplo da escrita de si como produção de subjetividade dos antigos para argumentarmos que, no pensamento de Foucault, a noção de subjetividade está necessariamente vinculada à criação de formas de vida ou de um governo das próprias condutas. Em outros termos, certa disposição da relação entre sujeito e verdade corresponde a uma direção que Foucault identifica como ética.
