- Autor
- Tárik de Athayde Prata
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 12 / 2
- Ano
- 2009
- DOI
- 10.5216/phi.v12i2.3386
- Idioma
- pt
Analisando uma conhecida crítica de John Searle à tradição materialista, segundo a qual essa tradição costuma ignorar ou mesmo recusar a subjetividade dos fenômenos mentais, o presente trabalho examina a estratégia de Searle para defender essa subjetividade, passando pela recusa do caráter essencial do comportamento para o mental (seção II), pela distinção entre subjetivo/objetivo no sentido epistêmico e ontológico (seção III) e pela solução de Searle para o problema de outras mentes (seção IV). Porém, a tentativa do filósofo de obter um acesso indireto aos fenômenos mentais subjetivos através de explanações causais (seção V) destes fenômenos por processos cerebrais se mostra insuficiente para integrar a subjetividade ontológica em nossa visão científica do mundo, na medida em que a suposta irredutibilidade ontológica dos fenômenos subjetivos a fenômenos objetivos parece levar ao resultado de que os fenômenos mentais sejam algo para além da realidade natural.
