- Autor
- Maria Luísa Ribeiro Ferreira
- Revista
- Kalagatos
- Edição
- 3 / 6
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.23845/kalagatos.v3i6.5764
- Páginas
- 91-120
- Idioma
- pt
O assunto da “mulher” e do “feminino” tem sido pouco trabalhado na Filosofia acadêmica. As mulheres, porém ocupam um lugar relevante no pensamento dos filósofos. Muitos deles escreveram sobre esses assuntos e é interessante quando percebemos que seus textos nem sempre estão de acordo com seus sistemas. Eu gostaria de mostrar que este é um tópico relevante na tradição ocidental e que filósofos que lutaram pela liberdade e por direitos humanos nem sempre se mos-traram sensíveis à causa das mulheres. Discutirei a dicotomia “gênero e sexo” e argumentarei em prol de uma resposta positiva a pergunta “Existe uma natureza feminina?”, mostrando que há uma forma feminina de viver e pensar. Como um paradigma da especificidade feminina na ética e na epistemologia apresentarei algumas teses de Carol Gillian e Sara Ruddick.
