- Autor
- Albert Christophe Migueis Stuckenbruck
- Orientador(a)
- MARIO ANTONIO DE LACERDA GUERREIRO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2002
Com ponto de partida no exame do princípio de não-contradição mostra-se que o tempo, cuja realidade se encontra nele pressuposta, desempenha aí um pa-pel de """"fator"""" de dissolução da contradição. Descobrir de que modo isso se processa dá ensejo ao estudo da natureza do tempo, o que leva do pensamento radical de McTaggart à teoria do tempo estático defendida pelo filósofo contemporâneo Hugh Mellor. Dessa busca resulta a rejeição desse papel atri-buído ao tempo. Mostra-se que essa conclusão traz implicações para o pro-blema da individuação, pois coloca em xeque a crença comum de que objetos de instâncias observacionais distintas podem ser """"interligados"""" pelo tempo e considerados numericamente idênticos. A tese principal é então introduzi-da para, associando os conceitos de tempo e de identidade, mostrar que o último, se tomado em seu sentido estrito, não encontra aplicação na reali-dade empírica, o que acarreta o mesmo para o conceito de tempo. Os resulta-dos obtidos convergem para o que se apresenta como sendo os elementos de uma teoria da """"relevância integral"""" para coisas e eventos.
