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Teoria crítica da tecnologia e cidadania tecnocientífica: resistência, “insistência” e hacking

Yurij Castelfranchi, Victor Fernandes

Autor
Yurij Castelfranchi, Victor Fernandes
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
27 / 40
Ano
2015
DOI
10.7213/aurora.27.040.DS07
Páginas
167-196
Idioma
pt
2015Yurij Castelfranchi, Victor Fernandes. Teoria crítica da tecnologia e cidadania tecnocientífica: resistência, “insistência” e hacking. Revista de Filosofia Aurora, v. 27, n. 40, p. 167-196, 2015.1

Nos últimos anos, a noção de cidadania e suas novas formas e práticas foram criticadas, discutidas e reconceitualizadas por diversos autores. O trabalho de Andrew Feenberg é de grande valor no sentido de aplicar e fomentar tais discussões no campo dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, bem como no da investigação de potencialidades e práticas da cidadania tecnocientífica. Neste trabalho, a partir de estudos de caso e conceitos advindos da área interdisciplinar das Science and Technology Studies e da Teoria Crítica da Tecnologia, investigaremos a possibilidade de uma “Prática Crítica da Tecnologia”, examinando as mudanças de sistemas sociais e de códigos técnicos em uma perspectiva fundamentada não numa visão essencialista da técnica, nem mesmo numa noção normativa de natureza humana, mas numa abordagem dinâmica, dialética, da condição humana e de seu devir no meio técnico. Mostraremos como o que chamamos de hacking político e epistemológico podem contribuir tanto para redefinir a noção de cidadania quanto para apontar possíveis caminhos para uma ética experimental e uma política “de baixo para cima”.