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TEORIA CRÍTICA E OS (DES)CAMINHOS DA TECNOCIÊNCIA: REFLEXÕES MARCUSEANAS

Maria de Fátima Vieira Severiano, Pablo Severiano Benevides, Valdemir Pereira de Queiroz Neto

Autor
Maria de Fátima Vieira Severiano, Pablo Severiano Benevides, Valdemir Pereira de Queiroz Neto
Revista
Revista Dialectus
Edição
14
Ano
2019
DOI
10.30611/2019n14id41620
Páginas
121 - 146
Idioma
pt
2019Maria de Fátima Vieira Severiano, Pablo Severiano Benevides, Valdemir Pereira de Queiroz Neto. TEORIA CRÍTICA E OS (DES)CAMINHOS DA TECNOCIÊNCIA: REFLEXÕES MARCUSEANAS. Revista Dialectus, n. 14, p. 121 - 146, 2019.2

O presente artigo tem por objetivo discutir a problemática do progresso técnico favorecido pelas produções científicas a partir do referencial teórico da Escola de Frankfurt, especialmente as contribuições de Herbert Marcuse. Para tal propósito, os conceitos de Teoria Crítica, Progresso Técnico, Progresso Humanitário e Racionalidade Instrumental são discutidos, problematizando a relação entre ciência e a racionalidade privilegiada pelo mercado com relevantes impactos nas produções da ciência contemporânea. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa teórica, de natureza qualitativa e de inspiração crítica, em que nos valemos da proposta da teoria crítica, cuja abordagem micrológica concebe o particular como um valioso índice que remete ao todo. Em seu desenvolvimento, discutimos as atuais formas de produção científica, a partir das relações entre razão instrumental e tecnologia, explorando as noções de técnica e tecnologia e atualizando essa discussão com as questões relacionadas à onipresença dos aparatos tecnológicos. Concluímos que há significativo direcionamento das produções alinhadas à racionalidade instrumental que determina a eficiência, produtividade e lucratividade como valores centrais para a manutenção do sistema capitalista e impede o desenvolvimento de contribuições para a melhoria da sociedade, mantendo a injustiça e a desigualdade social.