TEORIA DA AGENDA, REPRESENTAÇÃO E REDES SOCIAIS
Agemir Bavaresco, Tiago Porto, Wellignton A. Silva
- Autor
- Agemir Bavaresco, Tiago Porto, Wellignton A. Silva
- Revista
- Revista Helius
- Edição
- 1 / 1
- Ano
- 2014
- Idioma
- pt
Há uma crise de representação em nível político, pois as categorias, na filosofia política, não têm mais consistência conceitual para legitimar as práticas democráticas nos atuais cenários das sociedades em rede. O esvaziamento das democracias representativas põe o seguinte problema: A opinião pública conforma-se aos interesses da agenda pautada pela mídia ou, ao contrário, ela mantém um grau de autonomia da vontade dos cidadãos? Ou seja, a representação da vontade dos cidadãos é subjugada à vontade dos atores políticos e da mídia ou a resistência soberana das “multidões” emerge como poder de inalienabilidade da vontade, segundo a teoria da vontade geral de Jean-Jacques Rousseau? Apresentamos, inicialmente, algumas teorias da comunicação com a finalidade de situar a teoria da agenda no contexto dos debates teóricos desta área da comunicação. Em seguida, descrevemos a teoria da agenda, apontando o seu poder explicativo e, ao mesmo tempo, os seus limites. No final, concluímos com a teoria da vontade geral de Rousseau como um conceito relevante para compreender o nosso problema, ou seja, a vontade dos cidadãos articulada em redes sociais representa o poder inalienável da vontade dos cidadãos, para constituir novas democracias para o século XXI.
