TEORIA DA VIOLÊNCIA EM MARX
Eduardo Ferreira Chagas, Mailson Bruno de Queiroz Carneiro Gonçalves
- Autor
- Eduardo Ferreira Chagas, Mailson Bruno de Queiroz Carneiro Gonçalves
- Revista
- Revista Dialectus
- Edição
- 16
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.30611/2020n16id43809
- Páginas
- 52-64
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como finalidade apresentar o conceito de violência em Marx a partir do 24º capítulo do livro I de O Capital, cujo cerne temático consiste no que o autor denomina de acumulação primitiva ou processo originário. Marx, ao apontar a diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador (mais valia) como base de exploração do sistema capitalista, procura compreender, através da história, a gênese do modo de produção capitalista e afirma que, ao contrário da hipótese defendida pela economia política clássica, a concentração de riqueza nunca foi resultado da negligência de muitos e da disposição de poucos, mas de um violento processo de expropriação camponesa, servidão da força de trabalho indígena, exploração da mão de obra africana e espoliação da América. Marx nega a base histórica do sistema capitalista proposta pelos teóricos liberais ao apontar um conjunto de fatores que contribuíram decisivamente para o surgimento do capitalismo na Europa, especialmente a Inglaterra, seu principal laboratório de estudos para a redação de O Capital.
