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Teoria dos signos no pensamento de Gilles Deleuze

Roberto Duarte Santana Nascimento

Tese
Autor
Roberto Duarte Santana Nascimento
Orientador(a)
LUIZ BENEDICTO DE LACERDA ORLANDI
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2012
2012Roberto Duarte Santana Nascimento. Teoria dos signos no pensamento de Gilles Deleuze. 2012. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): LUIZ BENEDICTO DE LACERDA ORLANDI.2

O conceito de signo em Deleuze aparece ao longo de toda a sua obra, ligando-se em cada uma delas ao desenvolvimento de diferentes problemas em pauta. Tais variações por que passa este conceito não comprometem sua consistência no pensamento deleuzeano; ao contrário, elas afirmam a complexidade de uma teoria dos signos que insiste virtualmente em seus livros e artigos. Pode-se dizer mesmo que as diferentes problemáticas às quais se dedica Deleuze se enriquecem quando apreendidas tendo em consideração a experiência do signo. Nesta teoria, o signo é afecto, ou seja, é um sentir diferentemente nos encontros, e corresponde à variação de nossa potência de existir. Isto ocorre porque o signo envolve uma diferença de nível constitutiva, uma heterogeneidade irredutível aos dispositivos que seguram a diferença pela analogia no juízo, pela semelhança no objeto, pela identidade no conceito e pela oposição no predicado. Um dos aspectos mais inovadores desta teoria é que, nela, o signo deixa de ser definido pelo imperialismo do significante. Este passa a caracterizar apenas um dos regimes de signos, que não é nem o mais aberto nem o mais importante. Além disso, nesta teoria o pensamento deixa de ser um ato de boa vontade de uma consciência soberana, como ocorre nas imagens tradicionais do pensamento, pois, para Deleuze, pensar implica um pathos, ou seja, é uma atividade disparada involuntariamente pela força de um signo, pela violência de tal encontro.