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The Future of Philosophy Part Three: Science and Religion

Susan Krantz Gabriel

Autor
Susan Krantz Gabriel
Revista
Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea
Edição
4 / 1
Ano
2025
DOI
10.23925/2764-0892.2025.v4.n1.e72891
Páginas
e72891
Idioma
en
2025Susan Krantz Gabriel. The Future of Philosophy Part Three: Science and Religion. Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea, v. 4, n. 1, p. e72891, 2025.3

Em Problems of Philosophy, Bertrand Russell afirmou, de forma célebre, que a filosofia consiste no “resíduo” que permanece depois que a ciência respondeu às questões filosóficas do passado. Em contraste, Franz Brentano sustentou que a religião é um “substituto” da filosofia, oferecendo respostas inadequadas para questões que a filosofia responde de modo mais completo. Argumentarei que nenhuma dessas afirmações está correta. Por um lado, há mais na filosofia do que aquilo que a ciência natural pode oferecer. Por outro, há algo proporcionado pela religião que a filosofia pode, talvez, avaliar — mas não substituir. É verdade que, na Antiguidade, o que se chamava de filosofia incluía tanto o que hoje chamamos de ciência natural quanto o que hoje chamamos de religião; os pré-socráticos levantaram todo tipo de questões de ciência natural e propuseram respostas a elas, enquanto os pitagóricos, entre eles, se engajavam em práticas e disciplinas claramente religiosas. Uma das tarefas da filosofia do futuro, a meu ver, é delimitar seu escopo de tal modo que ela se distinga tanto da ciência natural quanto da religião — da primeira, porque levanta e responde a questões que a ciência natural não pode abordar; da segunda, porque nos deixa com uma finalidade transcendental adicional: a sabedoria. É necessário encontrar um meio-termo entre a humildade de um Russell e a audácia de um Brentano.