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The Problem of Time on Hegel´s Philosophy of History

William Henry Furness Altman

Tese
Autor
William Henry Furness Altman
Orientador(a)
Maria de Lourdes Alves Borges
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2010
2010William Henry Furness Altman. The Problem of Time on Hegel´s Philosophy of History. 2010. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, SC. Orientador(a): Maria de Lourdes Alves Borges.2

O objetivo deste trabalho é mostrar por porque o problema do tempo é o calcanhar de Aquiles no sistema Hegeliano. A filosofia da história em Hegel dá margem a crítica rigorosa porque estruturas lógicas atemporais devem ser aplicadas a um processo que se desenvolve no tempo. Mas não se pode pensar em Hegel aplicando a dialética à história: esta noção pressupõe a existência de nossa consciência história pos-Hegeliana. Para nós, tempo é aquilo no qual os eventos ocorrem, um processo infinito estendendo-se para o futuro. Para Hegel, """"tempo"""" emerge somente quando a Ideia Absoluta externaliza-se na filosofia da natureza e nosso """"futuro"""" é meramente um """"mau infinito"""". Uma investigação arqueológica da compreensão do tempo em Hegel enfatiza que ele foi herdeiro de uma longa tradição filosófica que era absolutamente hostil à mudança, fenômenos temporais e tempo. Nós somos tão profundamente influenciados pelas implicações do pensamento do próprio Hegel que é agora difícil para nós entendermos que ele mesmo não tinha consciência dessas implicações. A hostilidade de Hegel para com o tempo revela-se em sua filosofia da história porque seu próprio sistema é, e somente pode ser, o término da história da filosofia. Mas o escândalo do """"fim da história"""" depende inteiramente de um prévio e muito menos visível escândalo: a falha de Hegel em perceber o que tornou possível para ele conceituar um processo cronológico como a história foi a temporalidade já implícita na dialética Hegeliana em si.