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Thomas Hobbes e a crítica à liberdade dos antigos

Elizandra Bruno Sosa

Autor
Elizandra Bruno Sosa
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
1 / 2
Ano
2024
DOI
10.48075/rd.v1i2.13456
Idioma
pt
2024Elizandra Bruno Sosa. Thomas Hobbes e a crítica à liberdade dos antigos. Revista DIAPHONÍA, v. 1, n. 2, 2024.1

No presente trabalho pretendo apresentar a crítica ao conceito de liberdade dos antigos feita por Thomas Hobbes, do ponto de vista do sentido político. Em sua concepção de liberdade, Hobbes difere das tradicionais concepções. O que a tradição entende por liberdade não se aplica em sua filosofia política. Para Hobbes, liberdade significa ausência de impedimentos externos a um corpo em movimento. Sua influência segue do mecanicismo materialista que fundamenta a sua concepção de liberdade – basicamente, a física de Galileu. Assim, para compreender o surgimento do Estado, Hobbes, no entanto, busca investigar a natureza humana. Segundo Aristóteles, o homem é um animal político (zoon politikon) – e isto significa que só há o humano na associação; Hobbes, porém, afirma que o ser humano vivia originalmente em um Estado de Natureza no qual os indivíduos tendiam à guerra de todos contra todos. (A imagem pela qual essa tese ficou conhecida é expressa na fórmula “o homem é lobo do homem” – homo homini lupus). Para Hobbes, a noção de liberdade encontrada em autores antigos gregos e romanos não se refere aos indivíduos, mas à república.