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TO BE OR NOT TO BE “SUBTLY” PHILOSOPHICALLY COLONIZED

Felipe G. A. Moreira

Autor
Felipe G. A. Moreira
Revista
Revista Kriterion
Edição
63 / 151
Ano
2022
Idioma
en
2022Felipe G. A. Moreira. TO BE OR NOT TO BE “SUBTLY” PHILOSOPHICALLY COLONIZED. Revista Kriterion, v. 63, n. 151, 2022.2

Um uso recorrente do predicado, “ser colonizado”, é um que o aplica imprecisamente, não em referência aos africanos e aos povos indígenas originais escravizados pelos europeus ou a descendentes de pessoas escravizadas, mas, sim, a acadêmicos que são cidadãos de ex-colônias como o Brasil, seus modos de pensar, trabalhos filosóficos, comunidades acadêmicas etc. Mas sob quais condições se deve proceder desse modo? E como é possível evitar que tal predicado seja atribuído a si ou a um trabalho autoral? Essas questões não têm recebido muita atenção. Ao dialogar com autores associadosaos estudos decoloniais, filósofos brasileiros, continentais e analíticos, este artigo procura contribuir para mudar essa situação. Ele assim o faz ao propor um uso alternativo do predicado, “ser ‘sutilmente’ colonizado filosoficamente”, segundo o qual esse predicado deve ser aplicado em referência a trabalhos filosóficos que possuem as treze características descritas neste artigo ou aomenos a maioria delas. Argumenta-se que esse uso alternativo deve ser aceito porque ele é: preciso; exemplificado de modo detalhado por ao menos um trabalho filosófico; e “inexplosivo” ao não sugerir a alegação “explosiva” de que praticamente todos os trabalhos filosóficos ocidentais são colonizadospela metafísica ocidental.