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TRADUZIR É UM ATO POLÍTICO? ALGUMAS CONSIDERAÇÕES A PARTIR DE WALTER BENJAMIN

Isabela Pinho

Autor
Isabela Pinho
Revista
Sapere Aude
Edição
10 / 20
Ano
2019
DOI
10.5752/P.2177-6342.2019v10n20p467-483
Páginas
467-483
Idioma
pt
2019Isabela Pinho. TRADUZIR É UM ATO POLÍTICO? ALGUMAS CONSIDERAÇÕES A PARTIR DE WALTER BENJAMIN. Sapere Aude, v. 10, n. 20, p. 467-483, 2019.2

O presente artigo tem em vista a reformulação da língua pura no ensaio “A tarefa do tradutor” de Walter Benjamin, com o objetivo de indicar, como apontamento a ser desdobrado, a relação entre tradução, linguagem e política. A tradução concebida não como mera transcrição de uma língua para outra, nem como comunicação do sentido da obra original, mas como afinidade supra-histórica (überhistorischer Verwandtschaft) entre as línguas históricas implica outra experiência da linguagem. É a experiência da comunicabilidade da linguagem para além de seu caráter comunicativo e para além das línguas históricas que ensejará, como apontamento, um questionamento sobre a dimensão política da tradução. Dividido em duas seções “tradução: encontro amoroso entre línguas” e “tradução: para além das barreiras históricas das línguas” este artigo trabalha tanto uma metafórica feminina como uma metafórica política encontradas no ensaio benjaminiano.