Voltar para Artigos
Artigos

Tragédia sem redenção: o pessimismo absoluto de Julius Bahnsen

Flamarion Caldeira Ramos

Autor
Flamarion Caldeira Ramos
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
6 / 2
Ano
2015
DOI
10.5902/2179378633796
Páginas
111-121
Idioma
pt
2015Flamarion Caldeira Ramos. Tragédia sem redenção: o pessimismo absoluto de Julius Bahnsen. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 6, n. 2, p. 111-121, 2015.2

Trata-se neste texto de apresentar a filosofia de Julius Bahnsen (1830-1881), cuja teoria é uma tentativa de conciliar a filosofia da vontade de Schopenhauer com a dialética de Hegel, o que resultou na elaboração de uma dialética real (Realdialektik), uma espécie de pessimismo absoluto. Para essa apresentação será enfatizada a concepção do trágico como uma categoria não apenas restrita à reflexão estética, mas como própria da manifestação da contradição inerente à vontade, a qual ao mesmo tempo quer e não quer. Ao invés de propor alguma saída redentora para o círculo autocontraditório da vontade, Bahnsen afirmará o caráter irreconciliável dessa cisão e rejeitará a perspectiva soteriológica da filosofia schopenhaueriana defendida por Eduard von Hartmann e Philipp Mainländer. O resultado será um decidido niilismo que encontrará apenas na categoria do humor uma possibilidade de alívio.