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Tripartição e unidade da Psyché no Timeu e nas Leis de Platão

MARIA DULCE REIS

Tese
Autor
MARIA DULCE REIS
Orientador(a)
MARCELO PIMENTA MARQUES
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2007
2007MARIA DULCE REIS. Tripartição e unidade da Psyché no Timeu e nas Leis de Platão. 2007. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): MARCELO PIMENTA MARQUES.2

A presente tese defende a presença da teoria platônica da tripartição da psykhé (postulada em República IV) no Timeu e nas Leis, como base da teoria ético-política nesses três Diálogos, pois os três gêneros da alma são reconhecidos como princípios de ação, sua formação correta como geradora da virtude na alma e na cidade, sua má educação como causa do estado interno de injustiça e fonte potencial do mal moral. O trabalho aborda a relação dos três gêneros da alma entre si, da psykhé humana com a psykhé cósmica, com o corpo humano, com o agir ético-político. Quanto ao Timeu, defende a psykhé cósmica como uma terceira espécie de ousía, uma distinção entre o logistikón e o princípio imortal da alma humana, a presença de uma unidade triádica do composto corpo-alma, seu desequilíbrio como fonte das doenças da alma e sua educação como terapia. Quanto às Leis, defende as seguintes posições: a tripartição da alma como subjacente à proposição das três causas de nossas faltas, à redefinição de injustiça na alma, à classificação e tratamentos dos crimes, aos preâmbulos e penalidades das leis, à compreensão do caráter e modo de agir do homem mau; uma reconsideração e mudança na afirmação do paradigma socrático do mal inconsentido, devido ao reconhecimento do mal consentido; a virtude, o vício, o querer (boúlesis) e a liberdade como estados internos de uma psykhé triádica. Identifica a fonte do mal moral nas relações (educação e interação) dos homens entre si; e relações de mediação triádicas como constitutivas da realidade na filosofia de Platão.