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ULTRALIBERALISMO NO BRASIL: UM BALANÇO CRÍTICO

Richelly Barbosa de Medeiros, Hildemar Luiz Rech

Autor
Richelly Barbosa de Medeiros, Hildemar Luiz Rech
Revista
Revista Dialectus
Edição
35 / 35
Ano
2025
DOI
10.30611/2024n35id94747
Páginas
295-316
Idioma
pt
2025Richelly Barbosa de Medeiros, Hildemar Luiz Rech. ULTRALIBERALISMO NO BRASIL: UM BALANÇO CRÍTICO. Revista Dialectus, v. 35, n. 35, p. 295-316, 2025.1

Este estudo investiga as dimensões da crise econômica, política e cultural que culminaram na ascensão da extrema direita reacionária e na implementação de uma agenda ultraliberal regressiva no Brasil (2014-2022), alicerçada no ajuste fiscal permanente, nas contrarreformas, na superexploração do trabalho e no contracionismo em relação aos gastos sociais com políticas públicas. Para tanto, avaliou-se a crise estrutural do capitalismo contemporâneo, de 2007/2008, e suas repercussões de longo prazo no Brasil, ressaltando a conjuntura na qual emergiu o recente projeto de aprofundamento da estratégia neoliberal, que ampliou a disputa pelo fundo público e, como será demonstrado, o desfinanciamento da política de Educação Superior e de Ciência & Tecnologia no país. Este estudo apresenta resultados parciais de tese de doutorado, submetida ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFC. O levantamento de dados ocorreu em parceria com o Centro de Estudos do Trabalho e Ontologia do Ser Social da UECE. A metodologia consistiu em uma revisão de literatura, acompanhada de levantamento de dados em fontes primárias e secundárias. Em síntese, foi possível identificar três fases do ultraliberalismo no Brasil: no final do primeiro mandato de Dilma Rousseff (esquerda), na gestão de Michel Temer (direita) e no governo de Jair Bolsonaro (extrema direita reacionária). Resguardadas todas as suas particularidades, o ultraliberalismo pôs em prática uma agenda draconiana de espoliação das rendas do trabalho e de rebaixamento das condições de vida da população.