- Autor
- Lucas Roisenberg Rodrigues
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 62 / 3
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2017.3.28460
- Páginas
- 683-704
- Idioma
- pt
Este artigo propõe uma crítica à epistemologia anti-sorte, tal como defendida por Duncan Pritchard. A teoria de Pritchard é uma das mais bem desenvolvidas explorações do conceito de sorte, e da sua significação epistêmica. Ele julga possível derivar uma condição que exclua a sorte epistêmica a partir de uma análise modal do conceito de sorte. A cláusula epistêmica resultante é uma condição denominada princípio de segurança. Após apresentar a teoria e algumas de suas motivações, argumento que ela não consegue responder a uma objeção apresentada por Mark McEvoy, e que consiste em uma variação do exemplo da loteria. Por fim, alego que o princípio de segurança, tal como defendido por Pritchard, não captura corretamente nossas intuições sobre quando sorte está ausente ou presente.
