- Autor
- Pedro João Bisneto
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 49
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i49.10383
- Páginas
- 238-258
- Idioma
- pt
A modernidade, enquanto fomentadora de um viés crítico e coerente aos preceitos religiosos, fundamenta bem o posicionamento de vários autores no que se refere às discussões que retornam às bases teóricas da fé cristã. Assim, conceitos basilares à fé passam a ser negados e entendidos como limitados diante de uma perspectiva filosófica. Contudo, autores como Soren Kierkegaard se colocam como propulsores dessas discussões, sem perder de vista nem a fé cristã nem as bases da filosofia, estabelecendo o diálogo entre essas duas “contradições”, de modo que ele decide por conciliar suas duas posições. Dito isso, tomaremos, como ponto de partida deste trabalho, a formulação de uma análise filosófica do conceito de pecado, circundado na obra de Kierkegaard, especificamente em seu livro O Conceito de Angústia, analisando como, para o autor dinamarquês, o pecado se torna fundamental para dissecar perspectivas como liberdade, hereditariedade, queda e subjetividade, estando, todos esses conceitos, ligados ao caráter paradoxal da fé cristã.
