- Autor
- Sergio Tarbes
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 6 / 2
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.26512/rfmc.v6i2.22106
- Páginas
- 131-151
- Idioma
- pt
No livro "O Raciocínio Sociológico: o espaço não popperiano do raciocínio natural", o sociólogo francês Jean-Claude Passeron afirma que a utilização estrutural de linguagem natural nas ciências sociais cria o que denomina “raciocínio sociológico”, um método baseado no raciocínio natural onde não seriam possíveis a “demarcação” e “falseabilidade” de Popper e os “paradigmas” e a “ciência normal” de Kuhn. O presente artigo se propõe a analisar os fundamentos empíricos da afirmação de Passeron por meio de um método inspirado nas ideias de Karl Popper, consistente, no caso, na apresentação de exemplos empíricos que a contradigam. Os resultados permitem concluir que se existem dificuldades nas ciências sociais para a realização de experimentos e para a consolidação de paradigmas, tais dificuldades não podem ser atribuídas à utilização da linguagem natural.
