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Uma outra imagem arquitetônica em Kazuo Shinohara a partir da dobra de Deleuze

Gihad Abdalla El Khouri, Marinês Ribeiro dos Santos

Autor
Gihad Abdalla El Khouri, Marinês Ribeiro dos Santos
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
11 / 3
Ano
2025
DOI
10.48075/rd.v11i3.36121
Páginas
490-508
Idioma
pt
2025Gihad Abdalla El Khouri, Marinês Ribeiro dos Santos. Uma outra imagem arquitetônica em Kazuo Shinohara a partir da dobra de Deleuze. Revista DIAPHONÍA, v. 11, n. 3, p. 490-508, 2025.2

O artigo investiga a produção arquitetônica do japonês Kazuo Shinohara, particularmente a Casa Tanikawa (1974), a partir do conceito da Dobra formulado por Gilles Deleuze. Partindo de uma crítica à modernidade arquitetônica ocidental, marcada por regimes de visualidade racionais, cartesianos e representacionais, se propõe uma leitura alternativa da arquitetura moderna que desafia os modelos tradicionais de percepção espacial. Com base em revisão teórica e análise crítica-discursiva, argumentase que a obra de Shinohara rompe com a imagem arquitetônica clássica, mobilizando afetos, instabilidade formal e multiplicidade perceptiva. A Casa Tanikawa é interpretada como acontecimento arquitetônico que desestabiliza a frontalidade moderna e convoca o sujeito a um regime sensível de errância, participação e envolvimento. Conclui-se que a proposta shinohariana constitui uma outra modernidade, na qual a arquitetura se dobra, se desloca e se abre à indeterminação, oferecendo novos modos de ser, ver e habitar o espaço.