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UMA RELAÇÃO ENTRE A FUNÇÃO KERNEL DE PLANTINGA, O DESCRITIVISMO SEMÂNTICO E A TEORIA CAUSAL DA REFERÊNCIA DE KRIPKE

Ralph Leal Heck

Autor
Ralph Leal Heck
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 42
Ano
2020
DOI
10.13102/ideac.v1i42.4991
Páginas
588-611
Idioma
pt
2020Ralph Leal Heck. UMA RELAÇÃO ENTRE A FUNÇÃO KERNEL DE PLANTINGA, O DESCRITIVISMO SEMÂNTICO E A TEORIA CAUSAL DA REFERÊNCIA DE KRIPKE. Revista Ideação, v. 1, n. 42, p. 588-611, 2020.1

O objetivo deste artigo é explorar a função Kernel proposta por Plantinga como capaz de sintetizar e conciliar a teoria descritivista dos nomes próprios, a teoria causal dos nomes de Kripke, as críticas (modal, semântica e epistêmica) de Kripke ao descritivismo e os argumentos contra tais críticas. A conclusão é que a função Kernel contraria as críticas epistêmica, semântica e modal de Kripke. Mas, diferente do contra-argumento de Dummett, a saída de Plantinga é identificar propriedades essenciais do referente do nome por meio da função Kernel, unificando descritivismo com a aplicação da teoria causal da referência de Kripke para além de nomes, estendendo-a as propriedades. Para chegar a este resultado, inicio expondo os fundamentos do descritivismo, seguido de sua versão mais elaborada: o descritivismo de cacho (cluster descriptivism). Por conseguinte, apresento as críticas modal, semântica e epistêmica de Kripke. Seguido de um contra argumento a cada uma destas críticas. E, por fim, apresento a função Kernel de Plantinga e sua conciliação com estas abordagens aparentemente opostas dos nomes próprios.