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Uma releitura pragmatista do infinitismo de Peter Klein

Edna Maria Magalhães do Nascimento, Dayvide Magalhães de OLIVEIRA

Autor
Edna Maria Magalhães do Nascimento, Dayvide Magalhães de OLIVEIRA
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
16 / 39
Ano
2026
DOI
10.26694/pensando.vol16i39.6781
Páginas
18-32
Idioma
pt
2026Edna Maria Magalhães do Nascimento, Dayvide Magalhães de OLIVEIRA. Uma releitura pragmatista do infinitismo de Peter Klein. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 16, n. 39, p. 18-32, 2026.1

O ceticismo pirrônico, em específico aquele que apela para o argumento do regresso, alega que não podemos saber que algo é o caso ou que algo não é o caso, pois sempre nos faltará razões garantidoras de conhecimento. Isso impõem à epistemologia contemporânea a tarefa de elaborar uma proposta teórica que desabilite a tese cética e ofereça uma resposta adequada ao puzzle (quebra-cabeça) do ceticismo pirrônico. Na epistemologia contemporânea, podemos citar pelo menos três caminhos possíveis: o fundacionismo (e suas diversas vertentes), o coerentismo (e suas diversas vertentes) e o infinitismo proposto por Peter Klein. O infinitismo, conforme Peter Klein apresenta, traz algumas fragilidades e, por isso mesmo, segue sendo alvo de críticas contundentes. Acreditamos que a filosofia pragmática de Charles Sanders Peirce pode nos servir de inspiração teórica para uma possível releitura do Infinitismo. As respostas para salvar a epistemologia das investidas céticas, seja pela contestação dos frágeis critérios de justificação, seja aqueles fornecidos pelas soluções limitadas do naturalismo e do falibilismo, bem como do infinitismo, podem, a nosso ver, ser vislumbradas no horizonte de uma análise pragmática da investigação, pois a base de investigação (empírica ou não) é pragmaticamente determinada, conforme Peirce, em cada investigação, em cada programa de pesquisa ou tradição de investigação. Com isso, propomos que uma teoria infinitista inspirada no pragmatismo de Peirce pode nos oferecer uma alternativa adequada frente ao ceticismo do regresso epistêmico.