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Uma vida de pura imanência

Aristeu Mascarenhas

Autor
Aristeu Mascarenhas
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
2 / 1
Ano
2009
Páginas
95-114
Idioma
pt
2009Aristeu Mascarenhas. Uma vida de pura imanência. Trilhas Filosóficas, v. 2, n. 1, p. 95-114, 2009.2

Uma das principais preocupações demonstradas no pensamento de Deleuze foi a de traçar um caminho que proporcione uma inversão das filosofias da reflexão baseadas na primazia do sujeito. Para tanto o autor se propõe pensar um plano transcendental pré-subjetivo ou, no limite, um puro plano de imanência, a partir do qual tanto sujeitos quanto objetos podem se constituir enquanto processo. Por um esforço radical Deleuze chega a esse campo transcendental, que apartado de qualquer forma de consciência se mostra, então, como uma vida de pura imanência. Aqui, as terminologias subjetivas dão lugar í s novas terminologias deleuzianas tais como subjetividade nômade, modos de existência, hecceidade e uma vida que, juntamente com outros conceitos, formam uma nova alternativa frente í s formulações clássicas que acompanham as filosofias do sujeito. Dito isso, o presente artigo pretende mostrar, sobretudo através de um dos seus últimos textos, intitulado "A imanência: uma vida...", a importância de tal campo dentro do quadro da crí­tica do autor francês í s "filosofias subjetivas"