- Autor
- Luan Corrêa da Silva
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 12
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.5902/2179378667823
- Páginas
- e19
- Idioma
- en
O propósito desta fala é o de apresentar a imagem filosófica da esfera, utilizada por Schopenhauer, como recurso hermenêutico privilegiado para a compreensão de sua metafísica e de sua cosmologia. Com esta imagem, é possível articular uma série de oposições conceituais logicamente contraditórias, tais como uno/múltiplo, universal/particular, todo/parte, eterno/temporal, repouso/movimento, apresentadas pelo filósofo nos termos “vontade” e “representação”. Concretamente, trata-se de compreender a difícil interação entre o micro e o macrocosmo da natureza, bem como a relação entre a interioridade da consciência de si e a consciência empírica exterior, no indivíduo. Com recurso à esfera, torna-se possível compreender, finalmente, a tese filosófica que articula, em termos de perspectivas irredutíveis de um mesmo mundo, a “identidade metafísica da vontade” com a “pluralidade de suas aparências”.
