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Usos da prosopografia para a história dos intelectuais da educação

Bruno Bontempi Júnior

Autor
Bruno Bontempi Júnior
Revista
Educação e Filosofia
Edição
33 / 67
Ano
2020
DOI
10.14393/REVEDFIL.v33n67a2019-47897
Páginas
57-82
Idioma
pt
2020Bruno Bontempi Júnior. Usos da prosopografia para a história dos intelectuais da educação. Educação e Filosofia, v. 33, n. 67, p. 57-82, 2020.2

O artigo discute a potencialidade e os modos de uso da prosopografia em pesquisas sobre intelectuais na história da educação. Apresenta, em percurso bibliográfico, as principais definições, conceitos, operações metodológicas e fontes que a constituem. Sustenta que, no campo da história da educação, a metodologia prosopográfica oferece contribuições para o estudo dos intelectuais, sobretudo em investigações sobre os manifestos e seus signatários, cujos liames societários podem reafirmar ou subverter a lógica das posições individuais; os coletivos docentes, suas trajetórias de formação e movimentação institucional e regional; as histórias institucionais, notadamente quanto à destinação social e política de egressos e à circulação de quadros técnicos e acadêmicos; as associações da sociedade civil, tais como sindicatos e entidades categoriais, cujos quadros atuaram na esfera educacional. Conclui-se que a utilização da prosopografia permite ao historiador extrapolar a usual abordagem individual de autores e ideias em educação, a fim de integrar os intelectuais em coletivos, tais como grupos profissionais, redes de sociabilidade e comunidades disciplinares, nos quais as propriedades relacionais e os jogos de interesse podem revelar tantos significados quanto os discursos, material da maioria das pesquisas em torno do tema. Palavras-chave: Prosopografia. Intelectuais. Pesquisa histórica.