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VERDADE E INDICAÇÃO FORMAL: A HERMENÊUTICA DIALÓGICA DO PRIMEIRO HEIDEGGER

Róbson Ramos dos Reis

Autor
Róbson Ramos dos Reis
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
46 / 4
Ano
2001
DOI
10.15448/1984-6746.2001.4.35035
Páginas
607-620
Idioma
pt
2001Róbson Ramos dos Reis. VERDADE E INDICAÇÃO FORMAL: A HERMENÊUTICA DIALÓGICA DO PRIMEIRO HEIDEGGER. Veritas (Porto Alegre), v. 46, n. 4, p. 607-620, 2001.1

No presente artigo, é apresentado um aspecto central da concepção heideggeriana da fenomenologia nos escritos posteriores a 1919, que, à luz dos textos disponíveis na Gesamtausgabe de Martin Heidegger, revela um componente dialógico específico do método filosófico. A tese de que os conceitos e enunciados próprios da filosofia têm um caráter indicativo-formal (formal anzeigend) conduz a uma noção de verdade filosófica, que tem na recepção produtiva e conversacional das sinalizações formais o seu traço definitório. Associada com a noção especulativa de jogo, apresentada por Heidegger no livro Introdução à Filosofia (1928/29), a doutrina das indicações formais permite reconhecer um traço dialógico já na hermenêutica da facticidade do primeiro Heidegger.