Verificar la igualdad, interrogar la escuela. Notas a propósito de Jacques Rancière y Fernand Deligny
Oscar Espinel-Bernal, José Andrés Forero-Mora, Oscar Pulido-Cortés
- Autor
- Oscar Espinel-Bernal, José Andrés Forero-Mora, Oscar Pulido-Cortés
- Revista
- Educação e Filosofia
- Edição
- 39
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.14393/REVEDFIL.v39a2025-74941
- Páginas
- 1-24
- Idioma
- pt
Cada vez son más comunes los ataques a la escuela. Ataques que vienen desde distintos frentes como, por ejemplo, las teorías de la reproducción quienes la acusan de alienar a los sujetos, replicar las condiciones de desigualdad e injusticia de la sociedad y servir de aparato legitimador de los Estados opresores. Por su parte, los más progresistas proponen reformas que pongan a la escuela en función de las demandas sociales y del mercado con el fin de hacerla útil, eficiente y eficaz. Se hace responsable a la escuela de funciones que no le corresponden o de soluciones a problemas que ella no ha generado y de los que, incluso, ella misma es víctima. Las críticas dirigidas a la escuela apuntan usualmente hacia fallas estructurales en la escuela que la condenan inevitablemente a su fracaso. En este punto se ubica el artículo para intentar un giro en las formas como se acostumbra a abordar la escuela con el fin de rastrear lo que hace escuela a una escuela en lugar de descalificarla o condenarla bajo el peso de los prejuicios y las acusaciones hechas corrientes. Los planteamientos de Rancière y Deligny serán fundamentales en esta travesía. De este modo, en un primer momento se retoman las elaboraciones de Rancière en torno a la democracia y la verificación de la igualdad para desde allí pensar la escuela como scholè. Con estas formulaciones de base, el segundo momento se detiene brevemente en algunos gestos de la escuela para dar paso, en un tercer momento, a los desafíos que presenta un autor como Deligny para pensar los límites de la educación desde su trabajo con niños autistas. Interrogar la educación, la escuela y la infancia desde la radicalidad de la diferencia es el desafío al que nos ob-liga Deligny y es el gesto filosófico-pedagógico que acompaña estas notas. Plabras clave: Escuela; Educación; Gestos Escolares; Igualdad; Diferencia. Verificar a igualdade, interrogar a escola. Notas sobre Jacques Rancière e Fernand Deligny
Resumo: Os ataques à escola estão se tornando cada vez mais comuns. Ataques que vêm de diferentes frentes, como, por exemplo, as teorias da reprodução que a acusam de alienar os sujeitos, replicar as condições de desigualdade e injustiça da sociedade e servir como aparato legitimador dos Estados opressores. Por sua vez, os mais progressistas propõem reformas que coloquem a escola a serviço das demandas sociais e do mercado, a fim de torná-la útil, eficiente e eficaz. A escola é responsabilizada por funções que não lhe correspondem ou por soluções para problemas que ela não gerou e dos quais, inclusive, ela mesma é vítima. As críticas dirigidas à escola geralmente apontam para falhas estruturais que a condenam inevitavelmente ao fracasso. Neste ponto, o artigo busca uma mudança nas formas tradicionais de abordar a escola, a fim de rastrear o que faz uma escola ser escola, em vez de desqualificá-la ou condená-la sob o peso de preconceitos e acusações comuns. As formulações de Rancière e Deligny serão fundamentais nessa travessia. Assim, em um primeiro momento, são retomadas as elaborações de Rancière sobre democracia e verificação da igualdade, a fim de pensar a escola como scholè. Com essas formulações de base, o segundo momento se detém brevemente em alguns gestos da escola para dar lugar, em um terceiro momento, aos desafios apresentados por um autor como Deligny para pensar os limites da educação a partir de seu trabalho com crianças autistas. Questionar a educação, a escola e a infância a partir da radicalidade da diferença é o desafio ao qual Deligny nos obriga, e é o gesto filosófico-pedagógico que acompanha estas notas. Palavras-chave: Escola; Educação; Gestos Escolares; Igualdade; Diferença.
Verifying equality, questioning the school. Notes about Jacques Rancière and Fernand Deligny
Abstract: Attacks on the school are becoming more and more frequent. These attacks come from different fronts, such as the theories of reproduction, which accuse it of alienating subjects, reproducing the conditions of inequality and injustice in society, and serving as a legitimizing apparatus of oppressive states. On the other hand, the most progressive theorists propose reforms that place it into line with social and market demands in order to make it useful, efficient and effective. The school is held responsible for functions that do not belong to it or for solving problems that it did not create and of which it is a victim. Criticism of the school tends to point to structural flaws that inevitably doom it to failure. At this point, the article proposes a shift in the way schools are usually approached, in order to trace what makes a school a school, instead of disqualifying or condemning it under the weight of prejudices and accusations that have become commonplace. The approaches of Rancière and Deligny will be fundamental in this journey. Thus, first, Rancière's elaborations on democracy and the verification of equality will be taken up in order to consider the school as scholè. With these basic formulations, the second moment pauses briefly on some gestures of the school to give way, in a third moment, to the challenges posed by Deligny, specifically from his work with autistic children, to think about the limits of education. To question education, school and childhood from the radicality of difference is the challenge that Deligny forces us to take up, and it is the philosophical-pedagogical gesture that accompanies these notes.
Keywords: School; Education; School Gestures; Equality; Difference. Data de registro: 19/08/2024 Data de aceite: 30/10/2024
