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Vestígios filosóficos na crônica Ir para, de Clarice Lispector

Jacson Silva, Izael Bitencourt de Oliveira

Autor
Jacson Silva, Izael Bitencourt de Oliveira
Revista
Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549
Edição
1 / 2
Ano
2021
Páginas
75-90
Idioma
pt
2021Jacson Silva, Izael Bitencourt de Oliveira. Vestígios filosóficos na crônica Ir para, de Clarice Lispector. Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549, v. 1, n. 2, p. 75-90, 2021.1

Clarice Lispector é representante de uma escrita enigmática, subjetiva e introspectiva, pois considera o homem a partir de si mesmo e que esse, por isso, torna-se um ser para alguma coisa. Essa questão é perceptível em seus escritos que apresentam discussões que são inerentes ao homem como angústia – A paixão segundo G.H (2009), amor e desprezo – A hora da estrela (1998c), solidão – A cidade sitiada (1998d). Este presente artigo, a partir de uma crítica literária filosófica (RAVOUX-RALLO, 2005), desenvolve o conceito de liberdade na perspectiva filosófica existencialista sartreana (SARTRE, 2013) através da análise da crônica Ir para, de Clarice Lispector (2018). Essa reflexão parte da tentativa de compreender a “escolha” como uma das partes fundamentais das questões essenciais da vida humana: livre, o homem vai ao encontro de si mesmo.