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Vida e Metafisica da vontade em Nietzsche: de O Nascimento da tragedia a Humano, demasiado humano.

ANA CLAUDIA GAMA BARRETO

Tese
Autor
ANA CLAUDIA GAMA BARRETO
Orientador(a)
ANDRE MARTINS VILAR DE CARVALHO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2012
2012ANA CLAUDIA GAMA BARRETO. Vida e Metafisica da vontade em Nietzsche: de O Nascimento da tragedia a Humano, demasiado humano.. 2012. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): ANDRE MARTINS VILAR DE CARVALHO.2

O objetivo desta tese é investigar as diferentes considerações de Nietzsche a respeito do conceito de vida no período que abrange a preparação e publicação de O nascimento da tragédia até a publicação de seu segundo livro, Humano, demasiado humano. Este período é marcado por referências a Schopenhauer. Por isso, foi necessário estabelecer as diferenças e proximidades entre Nietzsche e este filósofo ao longo do trabalho, especificamente no que diz respeito às relações do conceito de vida com a metafísica da vontade schopenhaueriana. Nietzsche desconstrói a metafísica da vontade em suas notas, mas adota terminologia de Schopenhauer em O nascimento da tragédia. Neste livro, Nietzsche muda o sentido e as conclusões a respeito do valor da vida, divergindo de Schopenhauer, apesar do uso de sua terminologia. Mostro ainda como Nietzsche discute, na segunda e na terceira das Considerações extemporâneas, os efeitos do conhecimento sobre a vida, sugerindo como utilizar o conhecimento a serviço da vida. Após refletir sobre os limites do conhecimento e sobre o papel do filósofo para a cultura em suas notas, Nietzsche publica o rompimento definitivo com a filosofia de Schopenhauer e afasta qualquer hipótese metafísica de sua reflexão. As conclusões principais desta investigação são, em primeiro lugar, que Nietzsche, quando reviu os escritos deste período em 1888, especialmente em Crepúsculo dos ídolos, não apenas realçou estrategicamente os pontos que se alinhavam com a filosofia que ele constrói a partir da publicação de Humano, demasiado humano, mas também retomou ideias que já estavam presentes em suas notas e cursos, os pensamentos para os quais na época ele ainda não tinha uma voz. Em segundo lugar, que Nietzsche traça o conceito de vida relacionando-o a modos de vida, ou seja, que ele descreve diferentes conceitos de vida a partir dos modos de vida que o adotam. Temos então a vida segundo o homem do otimismo teórico, o homem do materialismo, o homem do pessimismo, o homem da ciência histórica, o homem da erudição, o homem do jornalismo, o homem platônico, o homem dionisíaco.