- Autor
- Carolina de Souza Noto
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 15 / 2
- Ano
- 2011
- DOI
- 10.5216/phi.v15i2.9084
- Páginas
- 11-27
- Idioma
- pt
Para Foucault, toda produção discursiva implica, no nível da subjetividade, certa vontade de conhecer as verdades do discurso. Compreender o discurso de Foucault como uma experiência que correlaciona aquilo que é dito como verdade e a subjetividade ligada a este dizer reforça e esclarece o conteúdo do que foi dito pelo filósofo acerca do discurso e da subjetividade. No presente trabalho apontaremos para o tipo de discurso produzido pelo próprio filósofo e para a forma da vontade que lhe é subjacente. Nossa hipótese é que a própria produção discursiva de Foucault pode ser uma prova concreta de que aquilo que somos e aquilo que dizemos não se restringem à ordem da submissão, do apaziguamento, da identidade e da universalidade. Para Foucault, somos sujeitos éticos em perpétua formação e transformação e aquilo que dizemos não nos dá acesso somente a verdades, mas, e principalmente, modifica nosso modo de ser.
